Parâmetros Analisados

Entenda os parâmetros analisados:

Cloro - O cloro é dosado visando promover a desinfecção da água, para tanto é essencial que uma quantidade suficiente de cloro seja adicionado assegurando a destruição da vida bacteriana. A permanência de um residual assegura a qualidade microbiológica da água da saída do tratamento até o usuário. O resultado da análise é expresso em mg/l.

De acordo com Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde após a desinfecção a água deverá conter, obrigatoriamente, no mínimo 0,5 mg/l; e em qualquer ponto da rede de distribuição o valor mínimo deve ser 0,2 mg/l e máximo de 2,0 mg/l, sendo o valor máximo permitido de 5,0 mg/l.

pH - É a medição do potencial hidrogênio da água. Os valores do pH encontram-se distribuídos entre zero e 14. Entre o zero e 7 encontra-se a faixa ácida, o ponto 7 indica neutralidade e de 7 a 14 encontra a faixa alcalina. O resultado da análise de pH, é expresso em unidade de pH.

De acordo com Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde o valor mínimo recomendado para água de abastecimento é 6,0 o valor máximo de 9,5.

Cor - A cor é devida a substâncias coloridas dissolvidas na água, na maioria dos casos de origem orgânica oriundas de matéria vegetal (folhas) em decomposição, e/ou pela presença de partículas inorgânicas (ferro, manganês), finamente divididas e dispersas na água. A cor é um parâmetro estético de aceitação ou rejeição do produto.

De acordo com Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde o valor máximo permissível para Cor na rede de distribuição é 15 uC (unidade Hazen).

Turbidez - A água é turva quando contém partículas em suspensão que podem ser: sílica, argila, matéria orgânica ou inorgânica finamente divididas, microorganismos. A turbidez se define como a medida da interferência à passagem da luz, provocada pelas matérias em suspensão. O resultado da análise é expresso em uT (Unidade de Turbidez).

A Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde estabelece como valor máximo permitido para turbidez na saída do tratamento 1,0 uT e na rede de distribuição de 5,0 uT.

Flúor - A dosagem de flúor na água de abastecimento tem a finalidade de prevenir a cárie dental. O flúor contribuiu para fortalecer a constituição mineral do dente. O resultado da análise de flúor é expresso em mg/l.

De acordo com Portaria vigente do Ministério da Saúde o valor máximo permissível é de 1,5 mg/l.

Entretanto a Portaria 635/75, que aprova normas e padrões de fluoretação das águas públicas de abastecimento destinadas a consumo humano, recomenda que o limite de concentração de íon fluoreto (mg/l) seja analisado em função da média das temperaturas máximas diárias do ar (°C) observadas durante o período de 1 ano (recomendado 5 anos). Assim temos para a cidade de São Bento do Sul o mínimo recomendado de 0,7 e o máximo de 1,0 mg/l, sendo considerado ideal 0,8 mg/l.

Coliformes Totais - bacilos gramnegativos, aeróbios ou anaeróbios facultativos, não formadores de esporos, oxidase-negativos, capazes de desenvolver na presença de sais biliares ou agentes tensoativos que fermentam a lactose com produção de ácido, gás e aldeído a 35,0 +/- 0,5°C em 24-48 horas, e que podem apresentar atividade da enzima ℬ-galactosidase. A maioria das bactérias do grupo coliforme pertence aos gêneros Escherichia, Citrobacter, Klebsiella e Enterobacter, embora vários outros gêneros e espécies pertençam ao grupo;

As bactérias do grupo coliformes são utilizadas como indicadores de contaminação bacteriológica da água. Além de serem encontradas nas fezes, elas podem ocorrer no meio ambiente, em águas com alto teor de material orgânico, solo ou vegetação em decomposição. Na análise que acusar presença de coliformes totais, ainda não indica necessariamente que água contaminada por bactérias patogênicas ou vírus, mas indica uma grande probabilidade.

De acordo com a Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde, a amostras analisadas na saída do tratamento devem apresentar ausência de Coliformes totais em 100 ml de amostra; e no sistema de abastecimento 95% das amostras devem apresentar ausência em 100 ml da amostra.

Coliformes Termotolerantes - subgrupo das bactérias do grupo coliforme que fermentam a lactose a 44,5 ± 0,2°C em 24 horas, tendo comoprincipal representante a Escherichia coli, de origem exclusivamente fecal;

Os coliformes termotolerantes vivem normalmente no organismo humano, existindo em grande quantidade nas fezes de humanos, animais domésticos, selvagens e pássaros. Na análise que acusar a presença de coliformes ainda não indica necessariamente água contaminada por bactérias patogênicas ou vírus, mas a probabilidade é muito grande.

De acordo com a Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde, a análise deverá apresentar ausência de Coliformes em 100 ml de amostra nas amostras da saída do tratamento e do sistema de abastecimento.

Bactérias heterotróficas - determinação da densidade de bactérias que são capazes de produzir unidades formadoras de colônias (UFC), na presença de compostos orgânicos contidos em meio de cultura apropriada, sob condições pré-estabelecidas de incubação: 35,0 +/- 0,5°C por 48 horas; A contagem de bactérias heterotróficas (genericamente definidas como microorganismos que requerem carbono orgânico como fonte de nutrientes) fornece informações sobre a qualidade bacteriológica da água de uma forma ampla. prestando-se ao papel de indicador auxiliar da qualidade da água, ao fornecer informações adicionais sobre eventuais falhas na desinfecção, colonização e formação de biofilmes no sistema de distribuição, eventuais alterações na qualidade da água na reservação ou possível não-integridade do sistema de distribuição. Dentre os fatores que podem favorecer a formação de biofilmes, destacam-se: temperatura elevada; estagnação de água em trechos de baixo consumo, como em pontas de rede; disponibilidade de nutrientes e baixas concentrações residuais de desinfetante.

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